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FIBROMIALGIA E O INSS: COMO GARANTIR O SEU BENEFÍCIO

Conviver com a fibromialgia é um desafio diário. Além das dores intensas por todo o corpo, da fadiga extrema e dos problemas de sono, o trabalhador ainda precisa enfrentar a falta de empatia e a desconfiança nas perícias médicas do INSS.

Sabemos como é frustrante ouvir de um perito que “não há nada de errado” apenas porque a sua dor não aparece em um exame de Raio-X ou ressonância magnética.

Muitos segurados têm o auxílio-doença ou a aposentadoria por invalidez negados de forma injusta. Mas a boa notícia é que a Justiça tem um olhar mais cuidadoso para esses casos.

 

Por que o INSS nega tantos pedidos?

O sistema do INSS é engessado e busca provas visuais ou exames laboratoriais incontestáveis. Como a fibromialgia é uma síndrome clínica, diagnosticada principalmente pelos sintomas e pontos de dor, os peritos administrativos costumam ser rigorosos e negam o afastamento, alegando falta de comprovação de incapacidade.

No entanto, a negativa do INSS não é a palavra final. O que define o direito ao benefício não é o nome da doença, mas sim o impacto real que ela causa na sua capacidade de trabalhar.

 

Como provar a incapacidade na Justiça

Para reverter a decisão do INSS e garantir o seu benefício judicialmente, a documentação médica precisa ser impecável. Não basta apenas um atestado simples dizendo que você tem fibromialgia.

Você precisará reunir documentos que contenham a história da sua doença e do seu sofrimento. Os principais são:

  • Laudos médicos detalhados e atualizados, emitidos preferencialmente por especialistas (reumatologista, psiquiatra, neurologista).
  • O laudo deve conter a Classificação Internacional de Doenças (CID) e descrever explicitamente por que você não consegue exercer a sua profissão atual.
  • Histórico completo de receitas médicas, demonstrando o uso contínuo de medicamentos fortes para dor ou controle de humor.
  • Comprovantes de tratamentos paralelos, como sessões de fisioterapia, acupuntura ou acompanhamento psicológico.
  • Prontuários médicos que comprovem que a doença não é recente e que você vem tentando tratamentos sem sucesso na melhora da dor.

 

Aposentadoria da Pessoa com Deficiência (PCD)

Uma vitória recente e muito importante nos tribunais é o reconhecimento de que a fibromialgia, em seus graus mais graves, pode enquadrar o segurado como Pessoa com Deficiência (PCD).

Isso significa que, dependendo do caso, o trabalhador pode ter acesso à Aposentadoria PCD. Essa regra exige menos tempo de contribuição e possui um cálculo financeiro muito mais vantajoso, sem os temidos redutores da aposentadoria comum.

Se o INSS cortou o seu benefício ou negou o seu pedido inicial, não desista e não volte a trabalhar sentindo dores incapacitantes. A via judicial permite uma perícia com um médico especialista nomeado pelo juiz, que avaliará o seu caso com a atenção que o INSS não teve.

 

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